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Série Exploradores de Acervos: Visita ao Complexo Matarazzo em Antonina

Em outra expedição realizada em Agosto de 2015 visitamos o Complexo Matarazzo, em Antonina, localizado junto ao porto da cidade, na Avenida Conde Matarazzo.

Centenário, o conjunto de edificações abandonadas atendia aos empreendimentos da família Matarazzo na região e está inativo desde 1970, tendo sido tombado pelo IPHAN para a preservação do patrimônio arquitetônico, garantindo que o mesmo não seja comprometido em uma eventual reocupação das instalações com interesse em reativação do porto particular que funcionava na propriedade.

Além de constituir um elemento significativo do patrimônio edificado local, o complexo também teve um papel importante para a cidade, como o seu principal foco de atividade econômica durante as décadas em que esteve em funcionamento. Atualmente, permanece à espera de uma recuperação condizente com a sua posição para a história de Antonina.

Acima: uma visão aérea de todo o complexo.

O vídeo foi realizado por Fernando Nauffal Filho em junho de 2015, registrando ângulos que só são possíveis com a tecnologia dos drones. Esse contato prévio abriu caminho para o retorno mais prolongado ao espaço, observado então por um ângulo mais convencional…

Acima,as várias fachadas ainda se mantém firmes, mas os interiores já se encontram esvaziados, com partes caídas e outras já expostas à ação das intempéries, o que é mais preocupante por se tratar de região litorânea, sujeita a climas mais extremos.

Abaixo, o brasão do patriarca da família, Conde Francisco Matarazzo, adorna o pátio de entrada do complexo, conferindo um deslocado toque de ruína europeia ao porto tropical.

As instalações portuárias dependeriam de dragagem para viabilizar sua modernização e reativação, mas a mesma não interferiria necessariamente na preservação do patrimônio edificado  desta que foi uma das bases de operação no Paraná do maior complexo industrial da América Latina, erguido por um agricultor imigrante que se tornaria empresário em seu novo país e terminaria seus dias como o aristocrático proprietário de um império cuja produção ultrapassava o PIB da maioria dos estados brasileiros… e que, como muitos outros impérios do passado, sobrevive hoje apenas em panoramas de ruínas que demandam preservação.