Vol. 12 – O Silêncio do Vampiro

R$25,00

LUIZ ANDRIOLI, jornalista e Mestre em Literatura pela UFPR

O trabalho é resultado de uma pesquisa de Mestrado junto à UFPR/Pós-Graduação em Letras defendida em 29/06/2010. A análise recai sobre as formas pelas quais o silêncio do Vampiro circula na mídia enquanto uma estratégia do próprio escritor curitibano rumo à “Imortalidade” almejada por ele. Dalton Trevisan é mais do que um contista, e sim uma personalidade das mais emblemáticas da cidade de Curitiba, sendo sua pessoa, ao percorrer as ruas centrais da capital, um estímulo presente ao imaginário citadino. Sua obra percorre lugares e constitui personagens que carregam características interpretadas como tipicamente curitibanas, e sua trajetória, mesmo que silenciosa, traduz uma das produções literárias mais modernas do país.
Embora este trabalho tenha nascido dentro de um ambiente acadêmico, o texto procura primar pela clareza e pelo diálogo com o leitor comum. Procuramos trabalhar dentro de uma linha de sedução, privilegiando o tom de ensaio e se distanciando do formalismo acadêmico. Até por isso estamos trabalhando com a perspectiva de adaptar o tom da dissertação ao já encontrado nos demais títulos da Coleção A Capital. Teremos, portanto, em “O Silêncio do Vampiro” um texto com acabamento literário que conta com todo um suporte teórico desenvolvido ao longo de três anos em uma das mais importantes instituições de ensino do país, a Universidade Federal do Paraná.

O estudo é realizado através da crítica ao discurso jornalístico sobre o escritor, utilizando-se, para tanto, de fontes de imprensa e referências bibliográficas pertinentes ao tema. Dalton Trevisan é conhecido pela concisão de suas palavras. Ele também há décadas se nega a dar entrevistas ou declarações para a imprensa. Mesmo assim, os jornais não deixam de comentar seus livros. Este livro analisa de que forma o silêncio do contista aparece na mídia. Em algumas situações, os jornalistas buscam na obra do autor as respostas necessárias e verossímeis. Em outros momentos, é a interpretação a partir das palavras do escritor que preenche as lacunas. Em ambas as formas, a discussão aqui proposta aponta que o silêncio de Dalton Trevisan é uma estratégia literária em nome da imortalidade pretendida pelo Vampiro de Curitiba.

Dalton Trevisan, ano a ano, manteve-se cada vez mais longe da imprensa. Entrevistar o criador do Vampiro de Curitiba virou um objeto de desejo para muitos jornalistas. Por vezes, alguns tentaram abordá-lo durante suas caminhadas rotineiras pela cidade, mas do Vampiro só conseguiram declarações negativas e, vez ou outra, impropérios. Em outras ocasiões, jornalistas se fizeram passar por leitores anônimos e tomaram declarações sem que o autor tivesse a consciência de que elas iriam parar na imprensa. Dalton fez também desta sina de ser constantemente interpelado pelos profissionais da informação e outros inconvenientes em geral, material para sua Literatura.

Nosso corpus conta principalmente com o acervo de reportagens organizado pela pesquisadora Sueli de Jesus Monteiro em sua tese de doutorado defendida na UFSC. Como anexo, a pesquisadora incluiu um DVD, que reúne mais de cem reportagens de veículos da imprensa nacional que fizeram parte da abordagem da pesquisadora. Este livro analisa parte deste acervo, mas não se limita a ele. Buscamos também outras reportagens, principalmente as que trazem a fala de Dalton Trevisan, em momentos raros nos quais o autor – voluntária ou involuntariamente – teve seu silêncio rompido pela atuação da imprensa. A análise desenvolvida foi dividida em períodos temporais, o que vai nos auxiliar a compreender melhor como o discurso da imprensa construiu a imagem de Dalton Trevisan no decorrer dos anos. Dividimos os capítulos de acordo com as principais nuances encontradas no discurso jornalístico no período analisado, que vai de 1968 até 2000.

REF: VOL012

Informação adicional

Peso 382 g
Dimensões 21 x 28 cm

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